terça-feira, 21 de janeiro de 2014

As voltas da minha vida... um desabafo!

Minha mãe-pequenina, Janeiro de 2014

Este post poderia ser um private post. Mas não é.
É um post que escrevo para familiares e amigos chegados (sejam eles reais, ou virtuais).
É um ponto da situação da minha vida. É um desabafo.
De há uns tempos para cá, devido aos problemas  de saúde da minha mãe-pequenina, deixei de ter vida própria. Toda a minha vida começou a girar em volta dela. Os meus dias foram pautados pelas consultas e exames que tinha de fazer, pelas horas da toma dos medicamentos, pelas horas fixas das refeições, pelo descanso que lhe era imposto... ou seja pelas suas rotinas diárias.
E aprendi (à minha custa) que a partir de uma certa idade, as rotinas diárias são preciosas e inalteráveis. Porque é assim que as pessoas de idade se sentam bem e felizes. E não vale a pena alterar algo, nem que seja uma ida ao restaurante, para um almoço. Não vai resultar. Não resulta!
A minha mãe-pequenina, como vocês já leram muitas vezes ao longo dos meus anos nesta esfera, é voluntariosa, vaidosa, senhora de si e muito pouco maleável. Com os sucessivos AVCs e AITs, o seu feitio ficou digamos... refinado.
Eu que tenho estado sempre presente, em todas as situações da sua vida, envelheci 20 anos nestes últimos tempos. Não é por acaso que já não é a segunda, nem a terceira vez que me perguntam ultimamente, se eu sou irmã, da minha mãe-pequenina. Acho que está tudo dito...
No último Natal, em reunião de família, decidimos em conjunto que seria melhor para a minha mãe-pequenina e para mim, que ela fosse para um lar, para um Centro, pois eu já não estava a aguentar tanta pressão, a minha saúde estava a deteriorar-se a olhos vistos. Claro que o nó no meu peito se instalou logo.
Colocar a minha mãe-pequenina, num lar?! Logo nós que felizmente temos uma casa com comodidades suficientes, para ela estar?! Que angústia!
Procurámos, inquirimos e como temos a sorte de viver na província (sim, que neste caso acho mesmo que é sorte!), encontrámos uma instituição (localizada a 10 minutos de distância) que preenchia todos os requisitos que nós pretendíamos para a minha mãe-pequenina: uma IPSS, edifício feito de raiz para os idosos, com instalações adequadas, jardins, horta e estufa, espaços amplos, quartos arejados, cada um com a sua casa-de-banho, sala de estar grande.
Mas sobretudo, com actividades que considero importantes nestas idades: pessoal preparado e especializado em  geriatria, ginástica, fisioterapia, cabeleireiro (vaidosa como ela, todas as semanas o frequenta, claro!), capela, animadora cultural, enfermeiro permanente, médico, saídas e passeios, acompanhamento nas idas a consultas (que nunca foi necessário utilizar, pois eu insisto em ser eu a fazê-lo)...
Claro que apesar de todas estas valências e bem estar proporcionado, o sentimento de culpa, não me abandona. E já por duas ou três vezes me deu vontade de a ir buscar para a minha casa, novamente. Não fosse o meu amor-tardio, teria já voltado à estaca zero.
Se alguns familiares chegados e amigos entenderam esta nossa decisão e apoiaram, outros houve que condenaram e continuam a questionar e a colocar perguntas, perguntas, perguntas! E que perguntas!!
E de onde menos se espera, surge o apoio (obrigada tia Bilita por todo o apoio que me tem dado, apesar dos seus 80 anos!). Obrigada minha amiga Custódia, que tão bem entendes o que eu sinto e que tantas palavras doces, me dizes.
Claro que que minha mãe-pequenina acha neste momento que eu sou a pior filha do mundo e faz-me sentir tal, todos os dias que falo com ela, ou que a visito (apesar da decisão ter sido tomada em família).
É comigo que ela discute, levanta a voz, condena... e me deixa este permanente, no peito.
Neste momento para além de envelhecida, estou esgotada.
Já não consigo deitar uma lágrima.
Apego-me ao que diz a médica que a assiste mensalmente- quem tem AVCs e pequenos AITs quase diariamente, tende a ter lapsos de demência e que serão cada vez maiores no tempo e no espaço.
Apego-me ao o que o enfermeiro que todos os dias contacta com ela, me relata: que está sempre bem disposta, orientada (salvo os lapsos, inerentes aos AITs...) e pronta a ajudar por exemplo, a pôr as mesas e a levantar, (algo que eles acham fantástico, pois é uma maneira de ela se sentir útil).
Diz-me o enfermeiro e a directora do Centro, que com os idosos é sempre assim: a pessoa que lhes está mais chegada, é sempre a que leva por tabela.
Tenho de agradecer ao maridão, pelo imenso apoio e força que me tem dado, nos últimos meses. Este amor-tardio, apareceu na minha vida no momento certo.
Tenho de agradecer às amigas virtuais que me têm enviado emails, e/ou me têm telefonado para saber de mim e da minha mãe pequenina (Ana Feijão, AvoGi, Paula Nogueira Guerra, Belle du Jour, Margarida, Verita, Flor de Jasmim, Miss Scarlet, Anita, Maria...).

A minha mãe-pequenina tem 83 anos e é velhinha e doente, sim!
E para toda a gente (que me condena e a me aponta o dedo) - aprendam a envelhecer e convivam com isso de forma natural, sim? E a  vida será tãããããão mais fácil!

Grande abraço,

Manuela

52 comentários:

Suricate disse...

Óóóóó...Eu sabia que os teus dias estavam a ser difíceis, mas não tinha noção de tanto...

Sorri Manuela e sossega a tua consciencia, estás a fazer mais e melhor que muitos, não te deixes abater.

Um abraço apertado e que com esta decisão 2014 seja um ano do retoomar de alguma serenidade e tempo para ti que tão precisada disso deves estar!

Jinhooooossss para as duas Tu e tua Mãe pequenina:) vai correr Bem!

Nadinha de Importante disse...

São sempre decisões difíceis, mas, por vezes é o melhor!

Um grande beijo e que tudo corra bem!

nadinhadeimportante.blogspot.pt

AvoGI disse...

Minha doce Ma(mo)ela.
Eu revi-me neste teu texto, embora eu, como sabes, não coloquei a minha tia-velha numa instituição, até poe que acho quelá estão entretidas mais do queem casa. Mas não o fiz, simplesmente por que achei que sozinha dava conta dela. E dei. Mas tb fui ofendida por ela mas tive muitos abraços e beijos nos dias em que estava de "boa cabeça" como dizia ela. Não te condeno, mas acho que vaissofrer mais...
Não fiques ofendida com esta frase e , espero que não, mas pelos relatos que oiço de pessoas quei stitucionaizaram parentes é dificil,depois.
Amiga, faz o queachares que é para bem da tua mãe, eu assimfiz
Um abraço daquels bem apertados.
Kis:=(

AvoGI disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
rosinha cruz disse...

Olá Manuela
Já tinha estranhado a sua ausência, não imaginava que estivesse a passar por uma situação tão difícil.
Acredite que a compreendo, porque também passei o mesmo com a minha mãe, e era eu ou ela, estava a dar em maluca e a decisão de a colocar num lar não foi a mais fácil e nem sempre foi vista com bons olhos por vizinhos e familiares, sou filha única, moro num meio pequeno...mas hoje sei que foi o melhor para ambas, por isso não ligue ao que os outros pensam e tenho a certeza que fez o que tinha a fazer e o melhor para vocês as duas.
Fique bem.
Beijinhos

Green disse...

Imagino que seja para ti uma situação muito complicada, mas não menos do que é para a tua mãe, pois acaba por se sentir prisioneira naquele espaço.
No entanto, essa é o tipo de decisão que tem de ser tomada pela família mesmo, e só a vós diz respeito.
Um beijinho grande e força*

Opinante disse...

Eu como Directora de uma IPSS só te posso desejar toda a força do Mundo para enfrentar esta etapa... E por isso te deixo um abraço bem forte.

Montana disse...

Não sabia o que estavas a passar. Tenho visitado poucos blogues, pois também estou com um problema parecido com o teu (mas menos grave). Em Julho marido teve um Avc seguido de vários problemas. 2 meses de internamento hospitalar. Neste momento durante o dia fica num centro de dia, à noite vem para casa e aos fins de semana também fica em casa. Eu continuo a trabalhar. Não tem sido fácil e às vezes penso que dou em maluca.
Não te sintas culpada, só quem passa por estas situações é que sabe como é. O importante é a tua Mãe estar bem cuidada. Não te preocupes com o que as pessoas possam pensar/dizer. Trata de ti, visita a tua Mãe, mas pensa que fizeste o melhor para Ela e para ti. Beijinhos.

São disse...

Manela, não se culpe!

Tem o direito de viver a sua vida e o de se defender.

Quem a critica , pois será que já passou por uma situação em que se faz tudo quanto se pode e se recebem insultos, calúnias e actos de pura maldade?

Não estou a falar de si nem de sua mãe. Estou a falar de mim e da minha mãe, que fique claro.

Foca-se muito o drama das pessoas idosas maltratadas, mas deveria também ser posto a claro que existem pessoas idosas maltratantes!!

A sua mãe está num Lar com qualidade e com tudo quanto necessita , aliás com a minha aconteceu o mesmo (paguei, durante mais de três anos, cerca de mil euros /mês num lar lucrativo e com todas as condições.

Fiz tudo para a ter em casa, mas o seu comportamento tornou isso completamente impossível : até o meu filho ela manipulou....e só começou a ter Avcs, já no Lar.

Portanto, não se preocupe com quem se arroga o direito de questionar e julgar, pois os cães ladram e a caravana passa, como dizem os árabes.

Nem caia na asneira de a ir buscar!!

Abraço solidário e apertado, para lhe dar muita força.

Jo disse...

Querida Manuela, admiro muito a tua força... Não fizeste o que era mais fácil ou o que era melhor para ti... fizeste o que era melhor para todos. Acredito que a tua mãe está muito bem acompanhada, e com pessoas especializadas que lhe podem prestar os cuidados que em casa, por mais amor e mimos que existam, não lhe conseguirias dar. E tu continuas por perto, para lhe dar esse amor e esses mimos... :) Muita força. Acredito que não seja fácil... mas não te culpes... optaram pelo que era melhor para todos... Um grande beijinho!

ádescávir disse...

Tia Turista, não sei se conhces o filme "O Pátio das Cantigas" e a cena em que o Ribeirinho diz ao Vasco Santana "Não quer? Mas quero eu! O pai não tem querer's!. Ás vezes, à medida que os pais e mães vão envelhecendo tem que ser assim. Têm que deixar de ter "Querer's" e têm que passar a ser os filhos a querer por eles. Pela saúde de ambas as partes.

Desejo-te muita muita força e coragem, ainda tens um longo caminho a percorrer. Mas não te deixes ir abaixo.

Um grande beijinho com muito carinho virtual =)

Paula disse...

Manuela, eu mando um beijinho, um xi-coração e os votos que consigas apaziguar o teu coração porque o que estão a fazer é pelo melhor. Tratar dos pais deve ter o mesmo princípio do tratar dos filhos: nós primeiro. Se não estivermos bem não vamos ser capazes de lhes dar o que precisam. De que serviriam a tua mãe estar em casa se a tua condição se deteriorasse? Acho maravilhoso que vocês tenham encontrado um local tão bom e tão perto de vós. Beijinhos grandes e que recuperes rapidamente a força e alegria. Quanto aos comentários menos bons, perdoa-lhes, não sabem o que dizem...

PratosdaBela disse...

Coragem, minha querida....
Apenas tenho a dizer que não é fácil a situação que estás, pois afinal é a tua mãe pequenina, mas quando dizes envelheci 20 anos, não concordo, pois uma pessoa como tu tão querida, não envelhece, mas sim torna-se mais sábia e amadurece....
um grande bjnihos para a tua mãe pequenina e umaem especial para ti e maridão....
Bjnihos da Bela e Luquinhas...

Tuquinha disse...

De longe mas muito perto segue um grande beijinho e um TIR de forças para continuares a tua "LUTA"
Sempre por aqui
Tuquinha

Ideias com Linhas disse...

Manuela, não te sintas culpada, não tens razão para tal... Acredito que seja uma decisão difícil mas seria com certeza mais difícil ainda continuares a dedicar todos os teus dias 100% à tua mãe. Haveria de chegar o dia em que serias tu a cair na cama doente, com um esgotamento ou uma depressão.
Fizeste bem, fizeste o que está certo.
Um beijinho e muita força!
Patricia

Dear Daisy disse...

Minha querida...
compreendo cada palavra, cada sentimento.
Já assiti a histórias parecidas, mas eu era a filha/neta na altura sem grandes responsabilidades no assunto... Mas vi a minha mãe passar por isso e não é agradável.

Desejo-te muita força para aguentares o barco.
Pensa que não estás sozinha. Estás rodeada de gente que gosta de ti!

E a essas pessoas que não compreendem e te "atacam", tenta perdoar-lhes...
Cada um sabe de si!

Um grande beijinho, cheio de admiração!

Ana disse...

Manuela, há alturas em que gostarmos e provarmos aos mais próximos que os amamos é mesmo fazer o que estás a fazer, é deixar que vão para um local onde cuidam bem dela e onde está rodeada de gente da idade e com os problemas dela. Ela entende, está magoada mas entende, falo com muitos dos velhotes e eles sabem que, estando com certos problemas de mobilidade e saúde o melhor são esse tipo de instituições.
Tu ttambém tens de pensar em ti, também és um ser humano e fizeste tudo o que podias, a tua mãe não está em condiçoes de estar em casa, há pessoas na idade dela que estão, mas ela não. A minha avó está boa e durante o dia vai para o centro para estar com pessoas da idade dela, não vale a pena estar em casa o dia todo a olhar para as paredes.
Só te pode criticar quem nada percebe do assunto.
Fizeste o melhor e é nisso que tens de pensar.
Agora vai lá tratar de ti que imagino o que tenhas passado nestes últimos tempos, quando o humor deles refina é muito, muito complicado...
Alento, mulher, fizeste o elhor que pudeste e foste até um limite que muita gente não ía, esse mérito ninguém to tira.
beijinhos e cuida de ti que agora a tua mae de certeza que está em boas mãos, vais ver que daqui a uns tempos vai estar toda contente de lá estar, leva-a é de vez em quando a passear, eles gostam quando a familia os vai buscar, nem que seja para um lanchena pastelaria mais próxima, ficam todos orgulhosos e andam dias a falar nisso:)

Rosa dos Ventos disse...

Um abraço solidário

disse...

Manuela, de certeza que está a fazer tudo o pode pela sua mãe, e quem faz tudo o que pode a mais não pode ser obrigada.... muita força nesta fase mais complicada da sua vida!! beijinhos

P disse...

Que a tua mãe pequenina continue a ter forças para lutar pela vida.
Pode dizer que te odeia (o que no fundo é dizer que ama), pode até desejar que pares de a chatear, mas que viva por muito mais tempo... porque o vazio de perder uma mãe, essa dor de não sentir a presença é a maior de todas as que possas sentir no momento.

Força, e dá-lhe muito amor, porque é no amor que os doentes agarram força.

Beijinhos.

Fashionista disse...

Muita força, a minha tem 80 e, por enquanto ainda está bem e faz uma vida independente, mas há-de chegar o dia. Não se culpe, está a fazer o melhor para ela.

Ana Sofia disse...

Querida Manuela, antes de mais nada parabéns, parabéns por ser uma daquelas pessoas que não se esquece dos pais quando estes chegam a uma certa idade...eu sempre disse e digo que enquanto puder terei a minha mãe comigo, pois o meu avô faleceu num lar e sei bem o quanto custou tal facto à minha mãe (apesar de a sua entrada nesse lar se ter dado por motivos muito idênticos aos da sua mãe, ou seja, como último recurso), contudo nem é sempre é possível fazer-mos o que queremos...e acho sinceramente que tomou a melhor decisão para ambas as partes e apesar de ser normal esse sentimento de "culpa" (pois só o sente quem gosta quem se preocupa)...queria dizer-lhe que isso não a torna de todo numa má filha...
Força sim?
Beijinho para ambas :)

Helena Pereira disse...

Olá Manuela.
É uma decisão difícil mas neste caso necessária. Existem alturas na vida em que as coisas não podem ser como queremos. A sua mãe precisa de cuidados médicos diários e muita vigilância nestes casos é mais do que natural que a opção seja um lar onde seja cuidadosamente acompanhada. Agora Manuela cuide de si também.
Muitos beijinhos para as duas.

Custódia C.C. disse...

Amiga

Já conversámos muito sobre isto. Sabes o que penso.
A D.Augustinha está bem, tem toda a assistência que precisa e continua a ter-te a ti!!!E só a ti, porque todos os outros estão longe! Nunca te esqueças disso...
Bjs para ti e para ela :)

cantinho disse...

Manuela, apesar de a conhecer mal, leio-a e percebo o que se passa nesse coração bom e solidário.
Gostei de ler este seu desabafo (e tenho a certeza que lhe fez muito bem passar para aqui a sua dor), confesso que me caíram as lágrima dos olhos, até porque ainda hoje no jornaldas 13h, vi uma reportagem sobre os idosos deste país que vivem sozinhos e não têm apoio de ninguém. A GNR anda de porta em porta, presta-lhes alguma ajuda, vê se estão bem, inclusive, perguntam se não seria melhor irem para um lar.
Há muitos que preferem a solidão e todos sabemos que os idosos são teimosos e quase não conseguimos mudá-los.
Ora, Manuela, se a mãe está bem, se tem tudo para ter uma vida digna e com outros idosos, se ela se dá bem no lugar que escolheram, não fique com sentimento de culpa.
É normal ela "não lhe ser grata" pelo que a Manuela fez. Eu tive experiência disso.
Nunca se arrependa do que fez por ela, e nunca se arrependa de ela estar no lar.
Agora, tem de cuidar de si.
Saia, vá descansar uns dias, vá viver o seu amor tardio e deixe as pessoas falarem.
Só atira a pedra quem nunca passou por nada.
Tem todo o meu apoio.
Força, Manuela.
Um abraço de conforto e Deus a proteja.

Maria Araújo

Anabela Julião disse...

Porque será que é quase sempre assim??? Isto é uma interrogação que me persegue há anos... faz-se o melhor que se pode e consegue, chega o dia em que se esgotam faculdades a quem tanto bem quer fazer... Tomam-se decisões que doem mas, são tomadas em conjunto e depois, para além de se levar constantemente com dedos apontados ainda se sofre porque a quem tão bem queremos, não aceita, não compreende...
Desejo-te a maior força e que não sofras por tudo isso, fizeste o melhor, deste o melhor e continuas a dar mas também não te podes esquecer de ti.

Um abraço apertadinho*

Majo disse...


Calma, Serenidade e Força.

Um grande abraço solidário.



Graça Sampaio disse...

Manelinha, minha querida, tomaste/tomaram a decisão certa!! E para o diabo os que te criticam ou desapoiam! Sabem lá eles o que é tomar conta de um(a) idoso/a! Quanto a ela, está bem tratada e rodeada de todo o conforto e pronto!!

Descansa e restabelece-te!!

Beijinhos amigos da

Graça

Maria disse...

Fizeste e fazes o melhor que podes... a tua consciência de certeza que estará mais que traquila... passou-se a mesma coisa com a minha avó e nós [a que sempre cuidados dela e continuamos a cuidar] é que somos os maus....

Espero que tudo melhore
um beijinhoooooooooooooooo

S* disse...

Querida Manuela, que agonia ler esta tua dor. Não podes carregar tal peso em cima dos ombros... mas e que tal um centro de dia? Para não ser uma mudança tão brusca... :(

Força!!

OutraMaria disse...

Ola Turista, acho que ninguem te deveria julgar, pois o que fizeste e fazes é por amor á tua mae... e entendo bem esse sofrer por que passas quando a tua mae te maltrata verbalmente, eu ja passei por isso, e ouvi da minha mae as piores palavras que se pode dizer a uma filha, mas os medicos fizeram-me perceber que ela nao estava no estado normal e pediam paciencia. Por isso só te digo que tens um coraçao lindo e cheio de amor, continua a ser como és... a tua mae ama-te muito e nao te esqueças de cuidar de ti.. força minha querida. bjinhos

Flor de Jasmim disse...

Nelinha que posso eu dizer-te mais do que aquilo que falamos por telefone.
Compreendo cada frase tua, amiga fizeste o que tinha que ser feito, é desgastante demais, só quem não vive essas situações, sempre que tenho falado contigo encontro-te de rastos e tu própria já sofreste um AVC
não tens saúde querida para tal esforço.
Eu sei bem dar o valor,pois também a minha mãe teve um AVC que a atirou para uma cama e ficou muito má para nós, hoje já não acontece,porque esta muito mal.
Força Nelinha, nada de dares atenção a quem fala por ignorância ou estupidez.
Desculpa se fui grosseira.

beijinho querida e uma flor

Rogerio G. V. Pereira disse...




Um beijo à mãe-pequenina
Um abraço ao maridão



Scarlet Red disse...

Beijinhos querida Nelita :)

Saltos Altos Vermelhos disse...

Manuela, dar opiniões na vida dos outros é fácil, viver nessas vidas aí já ninguém quereria... isto é um clássico! Não te culpes, tu sabes bem o que és e não vão ser essas vozes que vão te abalar. Fazes o que achas melhor e o melhor para ela e para ti. Nada de culpas. Um beijinho enorme e se precisares de alguma coisa estou aqui :)

Niki disse...

É muito fácil julgar sem calçar os sapatos do outro! Não te culpes querida Manuela, é claro que é melhor assim para todos vocês!

Beijinho grande <3

Anónimo disse...

Percebo exactamente o que estás a passar. eu estou a passar o mesmo. desde o final do ano passado que a minha mãe se encontra num lar/centro de reabilitação.os problemas de saúde são idênticos, mas a minha mãe já perdeu o andar. faz fisioterapia diariamente. tem 78 anos. sou filha única. foi uma decisão muito difícil. racionalmente penso que estou a fazer o melhor, pois o centro tem todas as valências para os cuidados necessários. emocionalmente...estou em permanente conflito e vivo angustiada, fico de rastos quando a oiço "quando me levas para casa? quero ir para casa..." é muito duro...mas infelizmente...não a posso ter em casa. Precisamos de muita força e muita coragem para fazer esta travessia junto com eles, que vão envelhecendo. um grande abraço e muita força. Maria do Carmo

Carla Isabel disse...

Não sei o que diga, mas gostava que um dia as minhas filhas também fossem assim...

Beijinho

Anónimo disse...

Olá Manuela! Nas minhas visitas "acidentais" nunca me atrevi a comentar, mas este post não me é de todo indiferente. Passei pelo mesmo há pouco tempo. Conheço a angústia, o sentimento de culpa, os olhares críticos e as palavras amargas dos outros que acham sempre que devíamos fazer melhor. No início íamos ao lar todos os dias e ela que nunca tinha vertido uma lágrima agarrava-se a nós a chorar e suplicava para a levarmos para casa. Ninguém imagina como eu saía de lá. Fomos aconselhados pela psicóloga a espaçar as visitas. Começamos a ir só duas vezes na semana. Até que numa véspera de Natal a levamos connosco. Ficou agitada, não reconheceu a casa e quase ninguém, só pedia para ir embora... Quando a voltamos a levar ao lar disse "Felizmente e casa", largou-me o braço e abraçou a funcionária que a veio buscar. Nesse dia percebi que foi a melhor coisa que fizemos. Mais tarde, num já raro momento de absoluta lucidez disse-nos "gosto muito de vós, obrigada por tudo o que fazeis por mim". Nesse dia, meia hora depois de sairmos do lar teve um AVC e partiu. Apesar da dor senti uma enorme paz por ter feito o que era certo, por ter tido a certeza de que ela mesma o sentiu. Coragem Manuela! Beijinhos, Sofia Fernandes.

Marta disse...

Querida Manuela!!

É tão fácil falar à distância do sentimento ...

Como eu costumo dizer, pimenta no cu dos outros pra mim é marmelada.

Quem a lê, imagina a sua dor. Mas não se deixe afetar por postas de pescada alheias. Sabe, não me sinto "ninguém" para opinar, mas pauto as minhas decisões pela certeza de que, quando as tomei, foi em consciencia, de forma ponderada e pesados sempre os prós e contras. Se hoje repetiria algumas das minhas atitudes passadas? Não sei. Povavelmente algumas não! mas se me arrependo? Não! Tomei-as em consciencia e em posse de tudo o que "tinha em mim" na altura.

Liberte-se desse peso que na realidade não deve carregar, pois não é seu! É da vida...

Beijinhos
Bem-haja
Fique bem


Marta

Susana Correia Dos Santos disse...

Também passei por isso em 2012 com a minha mãe, nos meses em que padeceu de cancro até falecer. Todos têm opiniões de como fazer as coisas (e sempre bem melhor do que nós) e juizos de valor sobre as escolhas que fazemos. Mas como em tudo, só quem está no convento sabe o que lá vai dentro e não me parece de forma alguma que sejas uma pessoa que tome decisões de ânimo leve. Acredito que fizeste o que pensas ser o melhor para a tua mãe e para ti. E não te esqueças que a genorosidade começa por nós. Se não estivermos bem, não ajudamos ninguém...

Beijinhos
Su

Fernanda disse...

Querida Manuela, não se sinta mal. Eu sei o que sente. Também eu já me senti assim. A minha mãe (já falecida infelizmente) também teve que ir para um lar, pois eu não podia, simplesmente deixar de trabalhar para ficar a tomar conta dela. Também eu me senti, muitas vezes culpada, sobretudo, porque ao contrário da sua, ela nunca me culpou e, sempre compreendeu a situação. O que importou, o que realmente importou foi que escolhi, com muito cuidado, o local, onde ela foi muitíssimo bem tratada até falecer, com carinho e atenções constantes, sobretudo na parte final, quando já nem me reconhecia. E, nunca, nunca a deixei sentir que me estava a "descartar" dela, pois estive sempre presente. Se sinto remorsos? Não Manuela. Não sinto, de todo. Tenho a consciência tranquila de que fiz tudo o que podia e, apesar de a ter posto num Lar, fi-lo a pensar no bem estar dela. Sou filha única, o que significaria (como aconteceu durante um tempo) que ela iria passar a maior parte do dia sozinha e, eu numa aflição, na escola, sem saber o que se estava a passar com ela. Nem imagina as recomendações que lhe fazia: não desças as escadas, se precisares telefona-me- número do telemóvel em letras garrafais ao lado dela- ; se tiveres sede tens o copo logo aqui, POR FAVOR NÃO DESÇAS AS ESCADAS, etc, etc. O que importa é sentir que fez e deu o seu melhor. Isso é o mais importante. De resto, querida Manuela, deixe falar quem fala, na maior parte das vezes são maus filhos que apesar de terem os pais com eles e, gabarem-se de jamais os colocarem num lar (que horror)tratam-nos mal, fazem-nos sentir como um fardo e gritam com eles por tudo e por nada. Sim, conheço gente assim. Desculpe o testamento, mas estas falsas moralidades, fazem-me uns "nervios". Então se a minha querida acabasse por adoecer, como conseguiria tratar da sua mãe pequenina? Nessa altura não poderia dar-lhe nem a sua presença! E, não se preocupe, "elas" ralham mais com quem mais gostam! É mesmo verdade. UM beijinho grande e anime-se e cuide-se e, já agora recomece, também a animar-nos, pois sentimos a sua falta.

Anita disse...

um beijo enorme e muita força.
e sabes que podes vir aqui desabafar sempre que precises, e acredito que precises muitas vezes.
e sabes pk a tua mae te faz sentir assim, pk te ama, e tem a vontade contigo para te dizer tudo o que sente, comigo passa-se exactamente o mesmo.
a minha mãe tb passa por um momento difícil e tem dias que consegue dizer-me coisas horríveis, mas eu sei que o diz, pk so consegue desabafar e dizer tudo a mim, pk sou a pessoa mais perto dela e que a mais ajuda. mas a verdade e que magoamos sempre mais aqueles que mais amamos.
muita força e um beijo enorme

Gaja Maria disse...

Não fazia ideia que estavas a passar uma situação assim, mas compreendo perfeitamente o que sentes. Muita força para ultrapassar tudo isso. Desculpa-a coitada que a doença por vezes é assim. Um grande beijinho

Marta disse...

Querida Manuela, a minha avó do coração tem 89 anos e diz muitas vezes,só sabe o que vai no Convento quem mora lá dentro :) felizmente ainda esta boa de cabeça, ainda mantém algum vigor e agelidade,mas a velhice tem vindo a ganhar terreno. Não direi que sei o que sentes,mas arrisco dizer que calculo. Desejo-te muita força e deixo um beijinho muito especial.

Reflexos disse...

Ando mesmo a leste de tudo!
Bjinho

Mam'Zelle Moustache disse...

Acredito que não tenha sido fácil tomar essa decisão, mas foi o melhor, essencialmente para a tua mãe-pequenina.
Muita força! E aprende acuidar mais de ti!

Lacorrilha disse...

Um abraço muito apertado e um céu de força.

evelyne-home-interiors.blogspot.pt/ disse...

Manuela,
Acabei de ler este seu desabafo e fiquei muito emocionada.
Tenho a sorte de ter os meus pais a viver muito perto de mim e com saúde (têm 75 anos). Mas quando a autonomia deles começar a ficar comprometida, o que espero que seja daqui a muitos anos, também não quereria ter de tomar a decisão que teve de tomar. Deve ser muito dificil. Desejo-lhe muita força, muita coragem, e que tudo corra pelo melhor para a sua querida mãe. Beijinhos Evelyne.

Panda disse...

Manuela,

muita força e desejo que esse aperto passe. Sabe que eu apesar de ainda ser jovem também penso muito nisso. a minha mãe tem 63 anos e não deve haver um dia em que ela não me diga que quando ficar mais velha não quer ir para um lar.
Ora eu tenho 4 irmãos mais velhos, mas mesmo hoje em dia sou eu que tenho de ajudar os meus pais, nos outros não vejo grande vontade.
E não moro perto deles. E eles estão habituados à aldeia e eu já não trocava a cidade. Logo eu, que nem um filho me atrevo a ter para não ter cadilhos... é assim, somos filhos, devemos-lhes o melhor, mas Às vezes o melhor passa mesmo por isso. Por deixá-los onde possam ter sempre acompanhamento. E é tudo uma questão de hábito. Que remédio, não é...
Beijinho e não desanime.

D. disse...

Ando sempre perdida nestas coisas dos blogs. Chego sempre tarde. Já me tinha apercebido que a tua vida não era ou estava a ser fácil, mais por momentos no FB e nos mails que são trocados. Mas não me tinha apercebido realmente do que se tratava. Ninguém tem de te criticar, mas infelizmente é o que melhor todos sabemos fazer. Um beijinho grande (Diana no face) <3

zenir vasconcelos disse...

AMADA, ESTOU AMANDO OS SEUS BLOGS
LENDO A MENSAGEM SOBRE A SUA AMADA MAMÃE, POSSO LHE DIZER QUE FOI A MEDIDA MAIS ACERTADA QUE TOMARAM.
SEI QUE É DIFÍCIL PARA UMA FILHA TOMAR UMA DECISÃO DESSA.
QUE DEUS TE ABENÇOE E TE DÊ MUITA PAZ E AMOR NO CORAÇÃO