quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Fama


O sucesso fácil. Sem trabalho, sem empenho, sem dignidade, existe?
Porque se concorre? Só porque sim? Só para se ser conhecido? Só para aparecer nem que seja fugazmente, nas revistas semanais cor-de-rosa ou no ecrã da televisão, uns meros minutos. Os tais quinze minutos de fama, de que falava o Andy Warhol.
O que fará uma pessoa de vinte anos, que finalizou o 12º ano, dizer que o seu futuro é a música, quando nunca estudou, aperfeiçoou, trabalhou esse gosto, esse dom?
Vi o primeiro episódio da nova série dos "Ídolos" e mais do que apreciar as figuras mais ou menos tristes de alguns jovens que por lá passaram, colocaram-se-me uma série de questões.
Um bom ponto de partida, para um estudo sociológico e/ou psicológico.

16 comentários:

Ana disse...

Era um bom tema de estudo garanto. É triste ver que muitos dos que ali vão só querem ser conhecidos, e não reconhecidos como haveria de ser. Odiava ser conhecida, mas adoro ser reconhecida pelo trabalho que faço :)

Beijinho querida :)

Rita G. disse...

Realmente é uma questão interessante...os jovens de hoje paracem querer apenas ser cantores, actores, relações públicas de um bar qualquer. Querem apenas aparecer, ser caras e corpos bonitos e viver num mundo artificial e superficial. Espero que estes exemplos não sejam a maioria...bj!

AC disse...

É uma boa questão, Manuela. De qualquer modo, num tempo em que a incerteza no futuro é uma realidade, as novas gerações tendem a cultivar a vivência do presente, e amanhã logo se verá.

Beijo :)

GuessWho disse...

Provavelmente hoje é mais evidente esse "deslumbramento" mas recordo-te que nos últimos 5/6 anos o curso de jornalismo virou "moda" pelo mesmo motivo...e como estou na área, sei do que falo. É um pouco como o sonho americano mas em terras lusas :)

Leila Reis disse...

tens toda a razão, e o mais impressionante é que esta não é a primeira série do programa, e estas pessoas continuam a humilhar-se e a expor-se desta forma.

maria teresa disse...

É um maná para a Análise Comportamental...
Deixei de ver esse tipo de programas porque me entristeciam muito.

Miss Apuros disse...

Esse programa é uma grande palhaçada

Manuela disse...

Ana, ser reconhecida pelo bom desempenho, é um incentivo.

Rita, dizes bem, um mundo superficial e artificial.

AC, não tinha visto por esse prisma, mas é mais uma achega.

Beijinhos, minhas(o) queridas(o).

Manuela disse...

GuessWho, obrigada pela tua adenda.

Leila, o que eu reparo é que existem cada vez mais pessoas a tentarem, este tipo de programas.

Maria Teresa, e grande maná!

Beijinhos, minhas queridas.

Manuela disse...

Miss Apuros, será.

Beijinho, minha querida.

AVOGI disse...

olha fiz o mesmo pensamento que etu. Mas se ele nunca estudou música como pode querer uma carreira ligada à musica?
kis :)

Manuela disse...

AVOGI, é estranho, não é?

Beijinhos, minha querida.

meninaluaprimavera disse...

ora comece lá a fazer as suas perguntas porque eu, enquanto músico profissional, vou tentar responder.
é triste
bj da M. e do S.

Espaço do João disse...

Querida amiga.
Após uma breve visita ao seu espaço, deu-me para meditar .
Há bem poucos dias estive num encontro partidário, dum certo partido político que me veio trazer à mente estes temas.
Como é que um país se pode desenvolver com gente que só quer dinheiro fácil? Estavam presentes algumas figuras nacionais que nada fizeram na vida a não ser a política. Abordei uma série de questões e, qual foi meu espanto que um secretário de estado da tutela ao qual lhe fiz algumas perguntas, não me soube responder.Desconhecia por completo o problema . Nada me admira que esta nova geração como dizia o Vicente Jorge Silva, é uma geração rasca.
Vejamos os casos dos jogadores de futebol, por ex. Se souberem dar dois pontapés numa bola, são multimilionários, mas infelizmente saberem extrair uma raiz quadrada, valem zero. No entanto teem a equivalência ao 9º ano de escolaridade. No meu tempo aprendia-se a extrair uma raiz quadrada na 4ª classe e, uma equação a duas icógnitas no 2º ano do ciclo preparatório, equivalente ao actual
6º ano? Deixem-me rir. Certo que havia muitas coisas no ensino que eram demasiadas, mas um indivíduo do meu tempo com o curso industrial por ex. sabia mais do que um engº técnico actual.com o curso comercial, hoje seria um belo técnico de contas, com o magistério primário, terimos um bom professor/a de instrução primária. Não sou saudosista e, bendita democracia, no entanto malvados pseudo- democratas.

Manuela disse...

M e S, primeira pergunta: Será que se pode viver só da música, em Portugal?
Segunda pergunta: Pode-se ter sucesso, na música, só porque "agora me apetece"?

João, o viver em consonância, com a fama, independentemente de que origem, é hoje um dado adquirido. Felizmente vou deparando com alguns jovens que são correctos, nas suas ambições.
Concordo plenamente quando fala dos pseudo-democratas!

Beijinhos, meus queridos.

Prezado disse...

A ilusão muito bem criada pelo programa, é que falamos de música, quando há lá muito pouca. Há umas canções, há atitudes, más por vezes, mas música... Muito pouca. Se tivesse música, ninguém via aquilo.
Acho que muito poucos dos putos que lá passam gostam realmente de cantar. Senão já cantavam melhor :D.