segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Meu querido mês de Agosto!


Na mundo (aldeia) da globalização que vivemos hoje em dia, o saber diferentes idiomas é uma mais valia. Não existem dúvidas, acerca deste benefício.
Até eu que sou de uma geração muuuuito antiga, tive duas línguas no currículo escolar para além da Língua Portuguesa: Francês e Inglês.
Como a minha mãe, apesar de só ter a 4ª classe, sempre teve uma visão à frente do seu tempo, ainda frequentei o Instituto de Línguas para aperfeiçoar o Inglês, pois eu ainda sou do tempo que se dava primazia à Língua Francesa.

Faz-me pois, imensa impressão que os nosso emigrantes não ensinem os seus filhos, a falar Português. Acho que é uma redução sem limites, para os conhecimentos da geração, dos seus descendentes. Porque se hoje estão nos países de destino, amanhã poderão ter que regressar ao seu país de origem!
E a Língua Portuguesa está entre as cinco mais faladas, a nível mundial!

Qual é no vosso entender, a justificação para que tal suceda?

40 comentários:

maria sousa disse...

Bom dia Manuela. Sigo o seu blogue mas nunca comentei. Também eu, tal como a Manuela, sou da velha guarda e tive francês (1º) e Inglês no liceu e, sei bem o jeito que isso me tem dado nestes anos todos. Também me faz uma enorme confusão (e tristeza) que os emigrantes, sabe-se lá porquê (ou talvez não) desatem a falar francês uns com os outros (mesmo quando ao lado dos pais e demais familiares que nada compreendem, o que é uma grande falta de educação, diga-se) quando cá estão de férias. Ainda agora estive no Minho e é quase uma autêntica praga, pois para onde quer que nos voltemos só ouvimos francês, mau na maior parte das vezes e misturado com palavras portuguesas, ditas com sotaque frrrancês. A verdade é que isto só se verifica com os emigrantes na França pois com os da Alemanha o caso muda muito de figura; é que a língua é muuuuito mais difícil. Penso que julgam ser uma forma de mostrarem que conseguiram ter sucesso e se encontram integrados nas comunidades de acolhimento. Na verdade considero que, desta forma, se desintegram de ambas: lá, porque continuam a ser estrangeiros e, cá porque de colocam de auto excluem das suas origens e cultura. Fazer o quê? (este comentário já vai longo, desculpe. É por todas as vezes qwue não comentei....hihihi!Um beijinho

*C*inderela disse...

tenho tios no canada que nunca deixaram de falar português em casa exactamente por esse motivo, para os miudos aprenderem a lingua materna dos pais e avós.
já aqueles que optam por pôr a lingua portuguesa de parte é porque estão a virar costas à nossa cultura. sair para outro país foi uma maneira de subirem na vida e chegar cá já com todo um processo de aculturação enraizado é outro "status" lol.

bjokas

Imagina... disse...

É um belo tópico este.
Pelo que me tenho apercebido juntos dos pais, existe alguma preocupação, destes, que os filhos venham a ter atrasos ou perturbações de linguagem por estarem sujeitos a duas línguas diferentes.
Na prática, este não é um factor que desencadeie problemas ao nível do desenvolvimento da linguagem. Ainda assim, os pais têm algum receio e confessam-no muitas vezes.
É uma pena de facto...
Beijinho querida Manuela.

Ana FVP disse...

Olha Manuel, aqueles que eu conheço que estão em países estrangeiros e com filhos, todos eles falam o português em casa... logo as crianças também falam. Mas faz-me confusão quando não insistem na adaptação à nossa língua. é uma mais valia e é uma coisa "nossa".

Catarina disse...

Um assunto muito interessante. Como tenho que sair, voltarei mais tarde para fazer o meu comentário!
Abraço.

Te disse...

Olá Manuela.

Eu tenho muita familia em França e os meus tios, vá se lá entender porquê, também nunca se preocuparam que os filhos soubessem Português. Cada vez que vinham a Portugal a mãe e o pai tinham de estar sempre a traduzir o que os pequenos diziam.

Eu e uma das minhas primas francesas (a mais proxima da minha idade) brincavamos mesmo sem percebermos nada do que uma dizia à outra.

Quando ela cresceu, por iniciativa própria quis aprender Português, e quando o irmão dela nasceu foi ela que o ensinou.

Beijinho.

Bomboca do Amor disse...

Francamente não percebo o porquê. Quer dizer no fundo até percebo, mas acho melhor nem verbalizar!
Beijinhos querida,
Bomboca do Amor.

Marisa Ferreira disse...

Uma justificação? Talvez o facto de pensar que todos os países são melhores que Portugal. Eu tenho uma prima que está na suíça, casada com um português e têm uma filha também portuguesa com 6 anos mas foi para lá com 2 anos. Eles na rua falam francês e em casa falam português e a menina sabe falar bem as duas línguas. Tenho outra grande amiga que é portuguesa, mora em Inglaterra, o marido e o filho são ingleses mas sucede-se o mesmo.. o menino que está a aprender agora a falar fala em inglês com o pai e português com a mãe. Giro não é? =) *

Flor de Jasmim disse...

Manuela querida
A maioria dos emigrantes principalmente que estão em frança, aqueles a que tenho assistido várias vezes, todos os filhos falam Portugues em casa, mas se vão ás compras, ou na praia então aí é realmente um exagero, talves seja a marzia do mar!!! Muitos falam apenas gostam de se exibir.
Bom feriado

carol disse...

Penso que é apenas por ignorância, falta de educação e algum ressentimento contra o seu país que não teve para eles as condições que foram encontrar lá especialmente em França e nos USA

Catarina disse...

As crianças tem um grande poder de adaptação como sabemos. A partir do momento que entram para a escola começam a passar mais tempo com os professores e colegas (que falam a língua do país de acolhimento, chamemo-lo assim) do que com a família. Quando dominam a língua, será essa que irão preferir quando falam com os seus amigos dentro e fora da escola e com os seus familiares da mesma faixa etária mesmo que se encontrem no seio familiar, em detrimento da língua materna dos pais.
De uma maneira geral, é muito importante para os pais que os filhos falem português. Nunca ouvi dizer o contrário. Pelo que sei, o Português é lecionado em todos os países onde vivem portugueses. Quer a nível particular, quer a nível municipal/provincial como acontece em Toronto. Há escolas aqui em que a língua portuguesa faz parte do currículo e, consequentemente, todos os alunos dessa escola (independentemente dos seus antecedentes étnicos) aprendem português.
Haverá crianças que apenas falam português em casa ou porque os pais não dominam o inglês ou porque é uma exigência. Quando os pais falam a língua do país onde vivem é muito fácil cair-se na rotina de se falar essa língua no dia a dia e o tempo vai passando e o português vai ficando em segundo plano, não porque não seja importante. Há crianças que pura e simplesmente não lhes interessa falar a língua dos pais. É pena mas também acontece.
Quem já teve essa experiência de viver no estrangeiro sabe que é assim.
Quando começa a haver uma barreira linguística entre pais e filhos – os filhos esqueceram-se do portugês e não estão interessados em aprender e os pais, mesmo passados anos, ainda não se integraram - , essa, sim, é uma situação bastante lamentável.
Os pais nem sempre podem ser culpabilizados pela preferência dos filhos. Há certos fatores a considerar. Que é importante saber mais do que uma língua, sem dúvida. Quem sabe português terá mais facilidade em aprender francês, italiano e espanhola, por exemplo.
Nem sempre se trata de falta de educação quando a garotada não fala português entre si mesmo estando em Portugal. Para eles é a coisa mais natural, nem se apercebem muitas vezes. Sentem-se muito mais à vontade mesmo que dominem bem o português.
Exibicionismo por parte dos adultos? Também pode acontecer. O exibicionismo acontece em todo o lado, em todas as classes e não é necessário sair-se do país. Exibe-se o carro novo, a roupa de marca, os seus vastos conhecimentos gerais... Não é o exibicionismo que os faz regressar a Portugal para férias. É o amor que nutrem pela sua terra, as saudades que sentem da família, a gastronomia, o sol e a praia e o carinho com que são recebidos...
E esta é a minha muito modesta opinião! : )

Malena disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Rogério Pereira disse...

Para "ajudar" lí no i
que dezenas de professores de português estão a pensar regressar a Portugal por falta de investimento na nossa cultura, por essa Europa...

Existe um fenómeno de rejeição das origens?
Pensar nisso até me dá vertigens...

Página ao Lado disse...

a justificação não sei mesmo, mas acho realmente uma má prática!

quando ouço os emigrantes a falar em português sabe muito bem! (:

Claudia disse...

Olá minha querida.
Eu sou o mau exemplo disso. O meu pai é italiano e nunca me ensinou a falar italiano. E é o que acontece com tantos emigrantes portugueses...
Quando perguntam ao meu pai porque é que não me ensinou ele diz: "Ela não mora em Itália!"
Para mim não faz sentido nenhum, quando quis aprender tive de ir para o Instituto de Italiano e pagar e bem do meu bolso... Enfim, não te sei explicar!

Rosa dos Ventos disse...

É um tema bastante complexo este.
Penso que há emigrantes que tentam "apagar" a sua origem através dos filhos mas também os há que desenvolvem todos os esforços para que os filhos aprendam ou não esqueçam a sua língua de origem.
E olha que não é fácil para os miúdos terem mais uma disciplina em horário extra...
Tive colegas professoras de Português e de Francês cujos pais optaram pelo prosseguimento dos seus estudos em Portugal e assim elas puderam cortar com o círculo da emigração.
Se em França, Luxemburgo, Suiça, Alemanha há bastantes professores de Português que se repartem às vezes por seis e sete escolas na Venezuela,por exemplo, não há quase professores de Português...
Também é difícil cobrir todos os locais onde há portugueses e, com as restrições financeiras no ME que se sentem já há bastante tempo, cada vez haverá menos professores colocados no estrangeiro.
Muita coisa haveria a dizer mas já foram adiantadas opiniões muito interessantes!

Abraço

Green disse...

Por um lado dá trabalho ensinarem-lhe uma língua que não se fala no país onde vivem, depois acho que há deles que são orgulhosos e têm vergonha de ser portugueses, por isso os filhos não preciso sequer saber que essa língua existe. E pronto, acho que ainda há outros que têm a mania.

verniz escarlate disse...

É que lá no paris du france (e noutros lados claro) parece que fica melhor falar neste dialeto que oscila entre o franco-tuga (e outros cruzamentos originais).
Mas felizmente ainda há muitos emigrantes que se empenham em preservar a sua cultura e manter as suas raízes, passando isso para os filhos através da língua.
bj

AVOGI disse...

Os meus irmão são emigrantes em Inglaterra. Somente um casou com uma inglesa. Em casa falam inglês , na família falam português muito mal, mas falam, e entendem tudo.
As minhas irmas tem filhos nascidos lá mas sempre falaram português com eles.
Os meus sobrinho casaram com portugueses, que conheceram quando estudavam portanto na escola o que faz com que falem inglês entre eles. Os filhos dos filhos quando estão com a avo falam português. Sempre lhes fiz a ver que o português é importante porque vêm de ferias a portugal . para que a crianças nao se sintam desviadas das conversas.e nao tenham de estar sempre a traduzir.
achoq ue as crianças absorvem tudo na idade propria por isso absorvem duas ou mais línguas. conheço um casal : ela dinamarquesa, ele português a mae (dela) francesa.
as crianças falam as três línguas. e dá gosto ouvi-las.
kis :=)

Nokas disse...

Sinceramente? E sem querer ferir susceptibilidades, acho que na maioria é simplesmente mania!

Joana disse...

Penso precisamente o mesmo que tu. :)
Anseio viajar, um dia, morar uns tempos no estrangeiro, e se tiver filhos lá, vou insistir para que aprendam a falar português! Primeiro, porque pelo menos metade da família deles, a de minha parte, seria portuguesa e segundo, porque seria um enorme desrespeito ao meu país, à minha pátria, se não o fizesse.

Ana (A mamã é só minha) disse...

Aí está uma questão pertinente. Tenho uma irmã no Luxemburgo, e as minhas sobrinhas falam fluentemente português. Para além de que, lá aprendem francês, alemão e luxemburguês no primeiro ciclo.

Por outro lado, tenho uma irmã na Escócia, e nunca ensinou português aos filhos. Felizmente, na família, todos sabemos pelo menos o básico do inglês. Mesmo assim, não entendo, até porque o meu cunhado é jornalista, tem uma grande capacidade de comunicar, ensinar e tem uma biblioteca, em português, invejável, que os filhos não irão usufruir. Ofereço sempre livros aos meus sobrinhos, em português, para incentivar e provavelmente não têm utilidade, mesmo assim, sou teimosa e vou contimuar a oferecer livros em português. A esperança é sempre a última a morrer.

Beijinhos

danadinho disse...

Tenho de concordar com a Catarina, se ele me permitir. Ela já disse tudo.
Infelizmente não são incutidos nos jovens os valores da pátria-mãe. O que somos...de onde vimos é, muitoas vezes ( e não entendo porquê) motivo de embaraço para esses jovens. Assim, tendem a "fazer desaparecer tudo quanto os ligue ao país de origem...a começar pela língua-mãe.
lamentável.

susiedesonho disse...

Snobeira - da forte!

Bj,

Susie de Sonho.

Naná disse...

Manuela, essa é uma perplexidade que eu sempre tive... porque não ensinam os filhos a falar a língua portuguesa. Não consigo compreender as razões que levam uns e outros a deixar para trás algo que diz tanto sobre a herança e a origem... e isso entristece-me profundamente!
Eu apenas posso opinar sobre o que eu própria faria, e sei que se fosse viver para um país estrangeiro, os meus filhos continuariam a falar português, porque tenho orgulho em ser portuguesa e quereria transmitir isso aos meus filhos!
O que me faz ainda mais confusão é filhos de emigrantes que entendem o português, mas não o falam: os pais falam com eles em português e eles respondem em francês ou alemão, ou outra língua qualquer.
Eu não sou da velha guarda, mas sempre fui boa a línguas: falo e escrevo inglês fluente, falo e escrevo bem o francês e em tempos falei e escrevi bem o alemão... mas não há melhor língua que a minha!

maria teresa disse...

Penso que já se apontaram múltiplas razões ... uma coisa é certa, felizmente ainda há quem ensine aos filhos a língua pátria.
Abracinho meu!

Verita disse...

Olá querida,
A mim também me faz confusão até porque têm a possibilidade de aprender duas línguas, o que é uma mais valia hoje em dia.
Eu sou do tempo em que o meu pai achou que eu tinha era que escolher o alemão porque o francês já deu o que tinha a dar. Na altura tive alemão do 7º ao 9º ano. E é pena ter sido à tanto tempo porque não me recordo de muito e nunca mais falei (óbviamente) e é bem possível que volte a precisar dele ;)

Beijinhos

Dalma disse...

Pela minha experiência em Montreal, que vinha das minhas idas à PADARIA PORTUGUESA, acho que o que preside às motivações dos emigrantes ensinarem ou não o português aos seus filhos foram todas aqui apontadas. Lá (na padaria) ouvi mães e avós a falar português com os miúdos e estes francês ou inglês, outros falavam logo na língua que era comum falarem no trabalho, outros ainda diziam que a sua miudagem ia à Escola Portuguesa, ao sábado na Paróquia!
Verifiquei também que os miúdos (3ª geração) entre eles falavam só francês! Sinceramente acho, e é pena, que cada vez será menos usual do lado de lá ensinar o português. Na Europa penso que será diferente, pela férias anuais que a proximidade permite!

Manuela disse...

Minhas amigas e meus amigos, agradeço a todos os vossos comentários pertinentes e em especial à Maria Sousa, à Naná, à Imagina (como especialista da linguagem), à Te, à Marisa, ao Rogério, à Claudia (filha de imigrante), à Rosa dos Ventos (como professora), à Avogi e à Ana (elementos de uma família de emigrantes), à Catarina e à Dalma (estas últimas, como emigrantes e dando o seu testemunho, na primeira pessoa).
Todas as outras amigas que intervieram, foram também uma ajuda preciosa para eu formar uma ideia concreta do porquê, desta teimosia em se falar em francês, no mês de Agosto, aqui pelo Minho. Só quem cá vive, se apercebe que se torna uma "epidemia" contagiosa, pois nas cidades grandes não se tem esta noção.

Beijinhos e boa semana, minhas queridas e meus queridos.

Catarina disse...

Gostaria de viver uma semana no Minho, em Agosto, para analisar essa “epidemia” contagiosa. Será que esses portugueses vindo de França se apercebem do que os seus compatriotas/conterrâneos estão a pensar deles?

B. Cérise disse...

Antes de março deste ano eu também me perguntava o porquê deste 'exagero' de se ser português mas falar em francês quando se está de férias no país de origem! Achava que era pedantismo, mas da experiência que tive na Alemanha percebi que há muitos miúdos que não falam mais porque não sabem muito português. Os pais, se não tiverem nascido eles próprios no estrageiro, não têm desculpa para não ensinar aos miúdos o português, mas muitas vezes acaba por ser mais fácil falar a língua do país de acolhimento. Os miúdos estão imersos numa cultura que não é a deles, falam uma língua que não é a deles, passando o português para língua segunda.
Não é que eu concorde com isso, porque o português no estrangeiro tem de ser veiculado pelos pais, porque não é com 1 ou 2 horas por semana de português na escola que eles vão aprender. Já para não falar naqueles que não vão porque não podem (a escola portuguesa costuma ser em horário extra à escola normal), ou porque os pais não os incentivam (aqui acho muito esquisito, mas acontece muito), ou porque perto não há escola portuguesa. Também acontece os miúdos não se identificarem com a cultura portuguesa (aqui a culpa é dos pais) e não querem ir, porque acham que não tem interesse nenhum!
Espero ter ajudado :)

Beijinhos*

Malena disse...

Eliminei o comentário porque estava cheiinho de gralhas!!! ;) Aqui vai ele, outra vez, sem as ditas! ;)
Realmente, é lamentável! Talvez seja uma forma de negarem as razões pelas quais partiram. Uma fuga ao país que não lhes deu a oportunidade de terem uma vida digna...
**

Manuela disse...

Catarima, Blanche e Malena, mais uma vez agradeço as vossas opiniões. No caso da Blanche, em particular, como professora de Língua Portuguesa, no estrangeiro.
Quando no comentário acima falo em "epidemia" contagiosa, Catarina, não o faço em tom depreciativo, mas sim porque no Domingo passado, à custa de tanto ouvir falar francês a uma pergunta do maridão, não é que eu respondo "Oui, nous pouvons!"?!? Acham normal?!

Beijinhos e obrigada, minhas queridas.

Sílvia disse...

As razões não sei, mas irrita-me profundamente que falem em francês com os filhos, quando com o resto da família falam em português. Aqui mesmo ao pé de mim tenho exemplos distintos, uns vizinhos meus vivem em frança e a filha mais nova nasceu lá, tudo bem. Com os mais velhos falam em português, os miúdos quando estão cá falam em português. Com a miúda falam em francês, ela percebe o português mas não fala. Ou seja, mesmo a brincar com os primos deve ser uma porcaria porque são os irmãos que traduzem tudo o que ela diz. Outros vizinhos meus estão na suiça, a filha mais nova também nasceu lá, mas ela fala português na perfeição, e todos eles falam em português quando estão cá.
Não sei porque insistem em falar francês, quando na maioria dos casos falam português perfeitamente e isso irrita-me. É vergonha da nossa língua? Se calhar lá falam sempre em português uns com os outros.

Andreia disse...

Eu penso que há pessoas para tudo e que há um pouco de tudo. Há emigrantes que tentam ensinar aos filhos a nossa língua mas eles preferem falar só e exclusivamente a língua francesa. Outros há que não falam, não ensinam e os filhos querem saber por gostarem e respeitarem. Penso que é de cada um, como cada um vê o nosso Portugal. Cá eu tenho mt orgulho nas minhas origens e tradições. Mais pena tenho dos que não falam bem nem uma língua, nem outra e depois fazem as figuras que vemos...
Beijinhos

Manuela disse...

Queridas Sílvia e Andreia, o meu muito obrigada, pelos vossos testemunhos.

Beijinhos, minhas queridas.

Vanessa G' disse...

Estou de acordo contigo, também sou contra!

Manuela disse...

Querida Vanessa, obrigada pelo teu comentários.

Beijinhos, minha querida.

Dina disse...

Francamente é algo que não percebo. A minha irmã é assim mesmo. Acho que é mesmo desprezo pela língua portuguesa. As pessoas não percebem que conhecer línguas é sempre uma mais-valia. E é fundamental para conseguir comunicar com família que só fala português. O meu sobrinho de 7 anos é que espontaneamente tenta aprender...

Manuela disse...

Querida Dina, obrigada pelo teu comentário, na primeira pessoa. E parabéns para o teu sobrinho, pois na idade dele, é tão fácil aprender uma segunda língua! :)

Beijinhos, minha querida.